De pés descalços passeava na areia molhada da praia deserta,
olhando para trás via as pegadas que se iam apagando aos poucos
era como a vida que pode ser reescrita a cada instante.
Sentia a maresia inundar os meus sentidos
Era o começo do principio sem fim ,
Do sentido de unidade,
onde a vida e a morte se tocam
onde não existe a separatividade
a dualidade, o sentido egoico,
para que ser uma sombra perdida na multidão
que já cansada de lutar
vai deslizando como areia ao sabor da ventania.
Se podia ser o solfejo do universo
e entender que não existe para a alma
o bem e o mal, é só deixar ser...estar…
esquecer o relógio do tempo
e parar o pensamento deixando só o sentir.
Maria José Pereira (Luna)



