- Foi à muito tempo, no dia em que nasci quando o meu anjo me colocou nos braços de minha mãe que me disse “Vou-te deixar esta pena alva, tão branca como a pureza que trazes do céu ela vai caminhar contigo ao longo da vida é um pouco de mim para te lembrares que enquanto estiveres de férias na terra deves de a conservar assim pura, ela será o reflexo do teu comportamento, não deixes que ela se suje com maldades, intrigas, egoísmo, falsidade, tenta nas encruzilhadas não ir pelos caminhos esconsos que escurece a alma, quando tiveres dúvidas pára e escuta o coração é lá que me vais ouvir eu te estarei a dar a mão para branqueares esta pena que te deixo, não tenhas medo de voltar atrás, não tenhas medo de recomeçar, de pedir perdão, deixa que a humildade habite em ti pois ela não é uma forma de fraqueza como tantos pensam, um dia vais entender como é breve este caminho e só as sementes de amor que plantares poderão vivificar aqui na terra, e quando te vier buscar novamente para voltarmos para casa quero encontrar esta pena assim como te estou a dar, como ela se encontrar assim se encontrará a tua espiritualidade, até sempre meu pequeno anjo.
- Palavras e pintura de (Luna) Maria José Pereira
segunda-feira, 3 de julho de 2017
sexta-feira, 16 de junho de 2017
Sonhando, caminhei pela estrada não sozinha como sempre imaginei, mas pela mão de quem me quer bem, existem anjos na terra e anjos no céu, sopros divinos que como aragem nos sopra e sem saber de onde nem como, nos embala os sentidos e faz da vereda por vezes escarpada um campo de papoilas que entoa na nossa mente como melodia que quebra as amarras do desconforto físico e psíquico, nada acontece por acaso, assim o penso e sinto, tudo tem uma razão de ser neste universo onde cada peça se encaixa na perfeição.
Maria José Pereira (Luna)
Foto tirada em Peniche
quarta-feira, 14 de junho de 2017
SORRIR
Como é gratificante ver um sorriso no semblante de qualquer ser, mas que seja fidedigno, olharmos nos olhos e sentirmos a beleza da alma, curiosamente encontramos essa beleza no sorriso das crianças, mas não só, estou a lembrar-me uns anos atrás quando ia caminhando para o trabalho na marginal junto ao mar imbuída nos meus pensamentos,cruzou-se comigo uma senhora penso que era japonesa nao me disse nada mas deu-me um presente que perdura até hoje um sorriso saído do coração, por vezes há chaves mestras para adoçar os nosso dias e um sorriso doado ou recebido pode fazer a diferença no dia de um de nós.
Maria José Pereira ( Luna)
segunda-feira, 1 de maio de 2017
Era o começo do recomeço, onde o pouco que ainda tinha sido
escrito, revelava que nas ondas indeléveis e jubilosas, circundavam os olhares
inertes de quem olhava sem nada ver.
A vida palpitante que se escondia para lá do nosso olhar,
nesse mar desconcertante com tão majestoso habitat, tão pleno de magia.
Mas quem sou eu para falar do encantamento que fica para lá
do olhar, pois se mesmo de mim pouco ou nada sei, escuto a cada momento os
barulhos ensurdecedores que me questionam a cada instante, são como ondas em
dia de vendaval que me esmagam contra as rochas escarpadas da mente, e procuro
o antidoto na harpa melodiosa da família, dos amigos do próprio universo, que
extirpem os acordes nostálgicos de uma vida desafinada, para assim escrever uma sonata
com as notas do coração e o sentimento da alma.
Maria José Pereira ( Luna)
Foto Nazaré
quinta-feira, 20 de abril de 2017
A verdadeira felicidade, encontra-se em seguirmos o nosso
coração que é como dizer, fazer o que realmente gostamos, passamos a maior
parte das nossas vidas presos a trabalhos que nos castram, a pessoas que
fazemos por suportar, a lugares que nos causam repulsa, e a tantas outras
situações que nos reprimem, e vamos encontrando desculpas para a nossa miséria,
e porquê? vivemos condicionados pelos
nossos medos, esquecemo-nos de viver, ou pior ainda pensamos estar vivendo mas
morremos a cada instante, e a vida é tão breve para desperdiçarmos os anos, os
dias mesmo as horas que a partir do nascimento vão ficando menores, é
necessário parar um pouco e perguntarmo-nos “ o que eu quero de verdade, quais
são os meus sonhos, o que desejo viver”, e a partir desse instante reprogramarmo-nos,
vencermos os medos e percorrermos o caminho que leva ao destino escrito por
nós, o universo retorna a cada um aquilo
que lhe damos, somos o que pensamos, então só quando nos amamos e aprendemos a
viver unos com o universo, podemos ter o brilho das estrelas e voar de encontro
aos raios de sol não como Ícaro, nas com a leveza de uma ave que aprendeu a
voar.
Maria José Pereira
Foto Peniche
terça-feira, 11 de abril de 2017
um abraço
Pode haver pouca coisa na vida, mas… quando alguém nos
estende os braços e acontece um abraço forte, quente e verdadeiro, é como uma
explosão dos sentidos onde o Ser é transportado ás reminiscências do passado em
que a mãe nos abraçava e nos sentíamos seguros
é aquela energia inexplicável que brota de uma pessoa para a outra, e energiza
todo o dia como uma explosão de flores
multicores de várias fragâncias a brotar do universo.
Maria José Pereira ( Luna)
sábado, 25 de março de 2017
O tempo vai passando, vamos amadurecendo,
O que procurávamos outrora, que valorizávamos,
As capas sobre capas que nos protegiam
Por vezes tão subtis que nos tornamos prisioneiros
E acabamos caindo nas mesmas repetições,
Vitimas de nós mesmos…
Vão perdendo a utilidade
Isto acontece no momento que olhamos para dentro de nós
E deixamos de buscar no exterior a inexistente
Formula mágica da felicidade
Somos responsáveis pelo que fazemos ou dizemos
Não como os demais as recebem.
A verdadeira felicidade encontramos
Quando sentimos a paz interior
E os alicerces da vida
Presentes na família e nos verdadeiros amigos.
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