astrespiramides

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terça-feira, 14 de junho de 2016


Sofrimento

Como dizer a quem na estrada da vida está a sofrer, para ser paciente carregar a sua cruz e seguir, que todo o sofrimento, todo o coração ferido, no futuro sara e torna-se mais forte, nenhum de nós quer sofrer, só de pensar a angustia o medo apodera-se do nosso Ser.

Mas se pensarmos que a vida quer queiramos ou não é feita de tropeços, por mais que queiramos contornar existe sempre algo que bloqueia o caminho da suposta felicidade e podem ser problemas criados por nós mesmos ou externos a nós mas que como uma granada acabam explodindo nas nossas mãos e de uma forma ou de outra acabamos por carregar. Assim, se tentarmos viver essas energias negativas, sem revoltas, sem raivas, simplesmente aceitando como um aprendizado, acabamos por passar por esse tempo doloroso sem o peso adicional das iras que nos vão magoar mais ainda e a quem vive a nosso lado.

Quem acredita em Deus fica mais fácil pela oração pedir ajuda, pois ao lembrar que Jesus Cristo carregou a sua cruz por amor da humanidade , compreendemos o amor sublimado, a verdadeira dádiva dos céus. Para quem acredita em reencarnação mais fácil se torna uma vez que todas as nossas atitudes tem uma moeda de troca, se não for nesta vida será em outra o karma acaba por nos acompanhar, quem sabe este nosso mundo Terra não passe de um lugar expiatório das nossas faltas, um ( Purgatório) e todo o sofrimento dos seres humanos  seja como um lavar de alma, pois somos tão imperfeitos, basta olhar como o mundo se encontra, este é feito por homens que somos nós.
Maria José Pereira (Luna)

segunda-feira, 16 de maio de 2016


PEREGRINAÇÃO E DOR

Este mês muitos peregrinos chegaram a Fátima, trazendo suas dores físicas e da alma pedindo ou agradecendo algo com extrema fé a Nª Senhora.

Isto me fez lembrar que cada um de nós é peregrino da vida que se vai desenrolando sem sabermos muito bem como e porquê , mas precisamos acreditar em algo, sentirmos fé, pode parecer irreal para alguns seres, mas sem essa esperança o fundo do túnel fica escuro para todo o sempre, perdemos o rumo a direção, depois acredito que entre a mente e o coração, eu pessoalmente prefiro escutar o coração, a mente é objetiva faz contas e quer resultados e na falta dele  a dor torna-se maior, talvez o coração seja mais sonhador e acredite sem ver, quem sabe nós mesmos sejamos somente um sonho do universo, simples hologramas, a verdade é que sempre procuramos quem somos de onde vimos e para onde vamos.
Maria José Pereira(Luna)
Foto de Suiça

quarta-feira, 20 de abril de 2016


HO'OPONOPONO

"Sinto muito" e "Te amo" - Processo de cura Havaiano: Ho'oponopono significa amar-se a si mesmo.

A vida é como uma teia em que nos enredamos, muitas vezes damos voltas e voltas e não conseguimos sair desse enredo criado por nós mesmos, as escolhas que fazemos ao longo dos anos nem sempre são as mais corretas e disso nos apercebemos mais tarde, acabamos por deixar um rasto de dor na nossa alma e nas pessoas que nos cercam, mesmo os nossos pensamentos  quando são impuros infetam o planeta e os seres que nele habitam, é pelo amor e pelo perdão a nós mesmos e aos outros que podemos repor a energia pura que nos liberta  da dor, das doenças e assim como uma gota  de orvalho nos podemos soltar das teias emaranhadas da vida.
Foto e escrita- Maria José Pereira (Luna)

quarta-feira, 30 de março de 2016


As gaivotas vão voando, pipilando…sinto a liberdade no seu planar, mas o que é a liberdade,  dizem que a nossa liberdade acaba quando começa a do outro, mas é tão abstrata essa ideia, liberdade de falar, de estar, de sentir, de fazer, de…de…paro por instantes de olhar as gaivotas, fecho os olhos e contemplo o meu sentir, a dicotomia entre o Ser e o querer, Sinto a liberdade do Ser como a verdadeira liberdade a que vem de dentro de nós o apaziguamento da alma, a conciliação  do espirito com o corpo físico, mas indubitavelmente são os quereres que prevalecem e as falacias do eu aprisionam-nos  tragicamente fazendo-nos perder a liberdade que tanto anelamos ,e vivemos presos em prisões sem grades chegando mesmo a fazer guerras para conquistar a liberdade.

Foto e escrita

Luna (Maria José Pereira)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016


Vivemos num mundo dual e defrontamos essa dualidade em cada momento, em cada instante encontramo-nos numa encruzilhada, temos de decidir qual a estrada por onde caminhar e quando a escolhemos tenho a certeza que o fazemos com firmeza de ir pela vereda certa, no entanto é bem mais tarde que muitas vezes descobrimos que essas certezas não eram reais pois o que parecia a melhor via acaba por nos trazer muita dor.

Hoje revendo parte da minha vida sei que todas as escolhas mesmo as “erradas” foram as corretas, uma vez que os ferimentos que tive pelas escarpas que trilhei fez de mim a pessoa que hoje sou.

O sofrimento acaba por ser uma forma de purificação, no fundo magoamos também tantos seres ao longo da existência, algumas nem nos apercebemos desse facto, tão iludidos que estamos nas nossas razões, das nossas verdades, mas a verdade é dúbia, e tão difícil é nos transportarmos para o sentir dos outros.

Se olharmos bem para a nossa vida no momento, descobrimos os erros do passado e as arestas que temos de limar para a nossa evolução espiritual, pois a vida terrena é uma passagem muito breve, pela lei da atração tudo o que fazemos retorna à nossa vida como pagamento pelo bem ou menos bem que fazemos aos nossos semelhantes, temos o livre arbítrio das nossas decisões mas vivemos num labirinto presos em teias, véus, completamente identificados com tudo o que nos acontece, no fundo deveríamos trabalhar a lei da não identificação pois só assim podemos ver com mais clareza e resolver os problemas que de momento a momento vão acontecendo na nossa vida, com o discernimento com que os amigos encontram a solução para os nossos problemas algo que nós dificilmente o faríamos sem fazer dessa dificuldade uma bola de neve.
 
Maria José Pereira (Luna)

sábado, 12 de dezembro de 2015



Nunca pensei escrever um livro, no entanto por vezes preciso pôr no papel o que me vai na alma, possivelmente uma forma de exorcizar os meus fantasmas, são tantos ao longo dos anos, alguns vou apagando ou guardando no sótão do esquecimento, mas sei que não é esquecendo mas enfrentando os medos, as situações mal resolvidas que a aceitação da vida acontece.

Demorou talvez anos demais o processo de procura interior, para começar a levantar o véu do entendimento do porquê do meu sofrimento e a falta de amor desde que me conheço por gente, muito vou esquecendo é como um filtro que encontro para me proteger da dor.

A minha primeira lembrança é com dois anos e meio quando a minha mãe biológica de deu a outra família, era uma sala com três poltronas que eu não parava de subir e descer, o primeiro momento de felicidade que me recordo, hoje com 56 anos volto atrás e descubro que são na verdade os pequenos momentos que se podem chamar de “felicidade” e que ficam gravados na mente de uma menina.

Cheguei a este mundo com a fragilidade de uma criança, mas com a força intrínseca de Deus, vim não sei se em expiação se com uma missão, mas sei que neste meu caminho terreno Ele sempre me pegou ao colo quando eu jazia caída já sem forças para continuar, ainda que eu na altura pensasse que a força vinha de mim e que estava sozinha no mundo, Deus sempre se manteve junto de mim.
Maria José Pereira (Luna)

domingo, 6 de dezembro de 2015


Tentei escutar o ímpeto nesta valsa emblemática

de compasso arcaico e incerto,

procurei detalhes escondidos nos ventrículos e aurículas

desse movimento robótico manifesto no coração,

analisei o puzzle que somos, peças deslocadas,

desunidas, separadas,

mas fazendo parte de um todo,

e foi assim que quis falar do Natal, sem dizer nada de formal,

mas não encontrei palavras que ilustrassem o sentir

então lembrei-me das palhinhas, do menino redentor,

depois o seu crescimento todo o seu sofrimento

e da dádiva da sua vida um verdadeiro ato de amor.

nós nos nossos medos e obsessões,

mitigamos o amor em convulsões

continuando átomos inconscientes,

por ainda não sabemos decifrar o código

que Cristo Homem nos ensinou

que Natividade é nascimento

e só Cristificando o coração pelo amor pelo perdão

vale a pena falar e viver o Natal.

 Maria José Pereira (Luna)