astrespiramides

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terça-feira, 1 de dezembro de 2015


Todos os seres que passam na nossa vida

trazem uma mensagem, um aprendizado,

felizes dos que em algum momento se apercebem

dessa dádiva posta pela natureza

ao serviço de cada um dos indivíduos.

Quando deixamos de sentir o outro

com os nossos egos, os quereres, as vontades,

quando procuramos bem mais fundo

na essência , no saber da alma,

Encontramos então escrito

a beleza  que existe na transmissão das palavras,

atos, na mão que apareceu, no coração que doou,

ainda que possa  desaparecer num momento seguinte,

porque algo ficou na essência do Ser.

Para todas as pessoas que já passaram na minha vida

para as que ficaram, as que partiram,

a todos agradeço, os momentos bons ou menos bons

que me ofertaram,

através deles cresci, amadureci,

pude fazer essa viagem dentro de mim

Onde a palavra mágica da filosofia perdura,

“ser ou não ser”.

É nessa jornada de procura interior

que aprendo a abrir as asas ao vento,

e nesse caminho entender

o que vale a pena viver, o que deve ficar,

e assim vou atravessando as pontes

que me levam ao caminho

que Deus decidiu para mim ao nascer.

 

Maria José Pereira (Luna)

 

 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015


Rompes a noite e pela minha janela te vejo, lua feiticeira, olhas-me de soslaio e sabes bem mais de mim que eu própria, na vigília da noite me embalas e em sonhos sonhados sou levada em corpo astral para lá do entendimento físico e nas asas dos anjos faço o aprendizado que mesmo sem o saber, ao acordar na Terra o meu dia tem o sabor da verdade eterna.

Maria José Pereira( Luna)

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

 
Tu és terra virgem…
Quando seguro tuas mãos enrugadas,
E nessa fragilidade sinto a força
Na arritmia do teu coração,
Nesses pés que se arrastam,
Nas mãos que tremem na bengala
Onde teimas o equilíbrio,
És o livro escrito
Na descendência que te esquece,
Na solidão que vive a tua alma,
Olho os teus olhos cansados
Que vagueiam como as ondas do mar
E nele se retêm em lembranças antigas,
Sento-me junto de ti, escuto tuas histórias,
Que repetes incessantemente,
Simplesmente vou sorrindo,
Não precisas de mais,
Pois sinto que nesses instantes és feliz.
Maria José Pereira (Luna)
 
 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015



Nada sei, do amor,
Esse amor indivisível
Que tudo dá sem nada pedir,
Amor cruxificado de Jesus na cruz,
Nada sei, de tudo o que sei,
E que mesmo sabendo
Se dilui na cândida imagem
Do desconhecido.
Amor…pequena palavra
Com a força do universo
Indiscritível pela mente e coração,
Talvez a alma o sinta,
Alma adormecida que vivifica em mim.
Maria José Pereira ( Luna)

quinta-feira, 9 de julho de 2015



As rosas também choram

Quando os espinhos penetram no coração

 E a dor dilacera a seiva da vida.

As rosas também choram

Quando as folhas amarelecem

Com sentimentos amordaçados

Pelo emaranhado das folhas caídas,

Sim…as rosas também choram

Pela perda da terra numa ceara vazia,

E  elas só precisam de amor para florir

Da terra regada com carinho.

Porque na vida das rosas há muitos espinhos,

E é por isso que as rosas também choram…


( Luna)Maria José Pereira

 

sexta-feira, 12 de junho de 2015




Já não conheço os acordes deste mundo,
Sonhava em sonhos sonhados
Com palavras plenas de harmonia
Onde um abraço acalentado de ternura
Fosse o titubear superior do amor intemporal.
Sonho em sonhos vividos
Com a água salgada na intempérie das quimeras,
Vida frágil onde só a fé afoga as memórias
Vividos e por viver.
 
foto e escrita Maria José Pereira (Luna)
 
 


sábado, 6 de junho de 2015




Caminhei descalça
Na areia molhada
Da praia deserta
Do meu ser
Sentindo o silêncio
Do impasse do tempo
Na confluência furtiva
Dos exíguos fragmentos
Da minha essência.
 
Foto e escrita Maria José Pereira (Luna)