astrespiramides

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quinta-feira, 26 de novembro de 2015


Rompes a noite e pela minha janela te vejo, lua feiticeira, olhas-me de soslaio e sabes bem mais de mim que eu própria, na vigília da noite me embalas e em sonhos sonhados sou levada em corpo astral para lá do entendimento físico e nas asas dos anjos faço o aprendizado que mesmo sem o saber, ao acordar na Terra o meu dia tem o sabor da verdade eterna.

Maria José Pereira( Luna)

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

 
Tu és terra virgem…
Quando seguro tuas mãos enrugadas,
E nessa fragilidade sinto a força
Na arritmia do teu coração,
Nesses pés que se arrastam,
Nas mãos que tremem na bengala
Onde teimas o equilíbrio,
És o livro escrito
Na descendência que te esquece,
Na solidão que vive a tua alma,
Olho os teus olhos cansados
Que vagueiam como as ondas do mar
E nele se retêm em lembranças antigas,
Sento-me junto de ti, escuto tuas histórias,
Que repetes incessantemente,
Simplesmente vou sorrindo,
Não precisas de mais,
Pois sinto que nesses instantes és feliz.
Maria José Pereira (Luna)
 
 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015



Nada sei, do amor,
Esse amor indivisível
Que tudo dá sem nada pedir,
Amor cruxificado de Jesus na cruz,
Nada sei, de tudo o que sei,
E que mesmo sabendo
Se dilui na cândida imagem
Do desconhecido.
Amor…pequena palavra
Com a força do universo
Indiscritível pela mente e coração,
Talvez a alma o sinta,
Alma adormecida que vivifica em mim.
Maria José Pereira ( Luna)

quinta-feira, 9 de julho de 2015



As rosas também choram

Quando os espinhos penetram no coração

 E a dor dilacera a seiva da vida.

As rosas também choram

Quando as folhas amarelecem

Com sentimentos amordaçados

Pelo emaranhado das folhas caídas,

Sim…as rosas também choram

Pela perda da terra numa ceara vazia,

E  elas só precisam de amor para florir

Da terra regada com carinho.

Porque na vida das rosas há muitos espinhos,

E é por isso que as rosas também choram…


( Luna)Maria José Pereira

 

sexta-feira, 12 de junho de 2015




Já não conheço os acordes deste mundo,
Sonhava em sonhos sonhados
Com palavras plenas de harmonia
Onde um abraço acalentado de ternura
Fosse o titubear superior do amor intemporal.
Sonho em sonhos vividos
Com a água salgada na intempérie das quimeras,
Vida frágil onde só a fé afoga as memórias
Vividos e por viver.
 
foto e escrita Maria José Pereira (Luna)
 
 


sábado, 6 de junho de 2015




Caminhei descalça
Na areia molhada
Da praia deserta
Do meu ser
Sentindo o silêncio
Do impasse do tempo
Na confluência furtiva
Dos exíguos fragmentos
Da minha essência.
 
Foto e escrita Maria José Pereira (Luna)

 

quarta-feira, 13 de maio de 2015



Tão-somente flores
Desabrochando de várias cores
Aromatizando a terra e o nosso olhar,
Entro em êxtase e levito,
Mas de onde vem esta paz,
Quem desenhou e coloriu o Universo?
Olho uma pequena flor, bem no seu interior,
E descubro a verdadeira beleza,
Não a que teimamos alcançar fora de nós
Mas a perfeita a que foi esculpida
Com a essência Divina.
 
Fotos e escrita Maria José Pereira (Luna)