astrespiramides

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015



Nada sei, do amor,
Esse amor indivisível
Que tudo dá sem nada pedir,
Amor cruxificado de Jesus na cruz,
Nada sei, de tudo o que sei,
E que mesmo sabendo
Se dilui na cândida imagem
Do desconhecido.
Amor…pequena palavra
Com a força do universo
Indiscritível pela mente e coração,
Talvez a alma o sinta,
Alma adormecida que vivifica em mim.
Maria José Pereira ( Luna)

quinta-feira, 9 de julho de 2015



As rosas também choram

Quando os espinhos penetram no coração

 E a dor dilacera a seiva da vida.

As rosas também choram

Quando as folhas amarelecem

Com sentimentos amordaçados

Pelo emaranhado das folhas caídas,

Sim…as rosas também choram

Pela perda da terra numa ceara vazia,

E  elas só precisam de amor para florir

Da terra regada com carinho.

Porque na vida das rosas há muitos espinhos,

E é por isso que as rosas também choram…


( Luna)Maria José Pereira

 

sexta-feira, 12 de junho de 2015




Já não conheço os acordes deste mundo,
Sonhava em sonhos sonhados
Com palavras plenas de harmonia
Onde um abraço acalentado de ternura
Fosse o titubear superior do amor intemporal.
Sonho em sonhos vividos
Com a água salgada na intempérie das quimeras,
Vida frágil onde só a fé afoga as memórias
Vividos e por viver.
 
foto e escrita Maria José Pereira (Luna)
 
 


sábado, 6 de junho de 2015




Caminhei descalça
Na areia molhada
Da praia deserta
Do meu ser
Sentindo o silêncio
Do impasse do tempo
Na confluência furtiva
Dos exíguos fragmentos
Da minha essência.
 
Foto e escrita Maria José Pereira (Luna)

 

quarta-feira, 13 de maio de 2015



Tão-somente flores
Desabrochando de várias cores
Aromatizando a terra e o nosso olhar,
Entro em êxtase e levito,
Mas de onde vem esta paz,
Quem desenhou e coloriu o Universo?
Olho uma pequena flor, bem no seu interior,
E descubro a verdadeira beleza,
Não a que teimamos alcançar fora de nós
Mas a perfeita a que foi esculpida
Com a essência Divina.
 
Fotos e escrita Maria José Pereira (Luna)
 

terça-feira, 5 de maio de 2015


Critério desigual entre as asas que voam e as que querem voar na vida circunstancial e passageira, imbuída de sonhos sonhados e poucos vividos, calcorreando a brisa circunspecta á maresia dos sentidos abrindo as asas correndo no areal da praia da existência, simples é a cobardia das aves que voam na eternidade olhando os pequenos vermes que coabitam na terra.

Maria José Pereira( Luna)

quarta-feira, 29 de abril de 2015

MÃE


Mãe é um caminho sem volta, de aflição e amor supremo, ser mãe é uma ligação incondicional que o tempo não desfaz, é carregar no colo o diamante mais precioso que o dinheiro não paga, é a bênção de Deus transformada em anjos no ventre de uma mulher. Existem também mães que não sentem este amor e deixam cravadas mágoas difíceis de cicatrizar no coração dos seus filhos, ainda assim continuam a ser mães e as responsáveis pela nossa vida, algo que nos devemos sentir agradecidos, não é a nossa mãe que tem culpa se o nosso caminho não foi o mais feliz, é claro que o amor que se dá a uma criança pode fazer toda a diferença nas escolhas que um dia farão, no entanto são essas escolhas que nos vão fazer ou não pessoas de bem e o amor e o perdão devem estar sempre presentes no nosso coração.

O dia das mães está a chegar e eu agradeço á mãe que me concebeu e á que me criou a oportunidade de ter nascido e crescido, que os anjos do céu as possam embalar nas suas asas e se um dia forem estrelas que possam iluminar o meu caminho.

Um beijo terno a todas as mães do mundo

Foto e escrita Maria José Pereira (Luna)