astrespiramides

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quinta-feira, 9 de julho de 2015



As rosas também choram

Quando os espinhos penetram no coração

 E a dor dilacera a seiva da vida.

As rosas também choram

Quando as folhas amarelecem

Com sentimentos amordaçados

Pelo emaranhado das folhas caídas,

Sim…as rosas também choram

Pela perda da terra numa ceara vazia,

E  elas só precisam de amor para florir

Da terra regada com carinho.

Porque na vida das rosas há muitos espinhos,

E é por isso que as rosas também choram…


( Luna)Maria José Pereira

 

sexta-feira, 12 de junho de 2015




Já não conheço os acordes deste mundo,
Sonhava em sonhos sonhados
Com palavras plenas de harmonia
Onde um abraço acalentado de ternura
Fosse o titubear superior do amor intemporal.
Sonho em sonhos vividos
Com a água salgada na intempérie das quimeras,
Vida frágil onde só a fé afoga as memórias
Vividos e por viver.
 
foto e escrita Maria José Pereira (Luna)
 
 


sábado, 6 de junho de 2015




Caminhei descalça
Na areia molhada
Da praia deserta
Do meu ser
Sentindo o silêncio
Do impasse do tempo
Na confluência furtiva
Dos exíguos fragmentos
Da minha essência.
 
Foto e escrita Maria José Pereira (Luna)

 

quarta-feira, 13 de maio de 2015



Tão-somente flores
Desabrochando de várias cores
Aromatizando a terra e o nosso olhar,
Entro em êxtase e levito,
Mas de onde vem esta paz,
Quem desenhou e coloriu o Universo?
Olho uma pequena flor, bem no seu interior,
E descubro a verdadeira beleza,
Não a que teimamos alcançar fora de nós
Mas a perfeita a que foi esculpida
Com a essência Divina.
 
Fotos e escrita Maria José Pereira (Luna)
 

terça-feira, 5 de maio de 2015


Critério desigual entre as asas que voam e as que querem voar na vida circunstancial e passageira, imbuída de sonhos sonhados e poucos vividos, calcorreando a brisa circunspecta á maresia dos sentidos abrindo as asas correndo no areal da praia da existência, simples é a cobardia das aves que voam na eternidade olhando os pequenos vermes que coabitam na terra.

Maria José Pereira( Luna)

quarta-feira, 29 de abril de 2015

MÃE


Mãe é um caminho sem volta, de aflição e amor supremo, ser mãe é uma ligação incondicional que o tempo não desfaz, é carregar no colo o diamante mais precioso que o dinheiro não paga, é a bênção de Deus transformada em anjos no ventre de uma mulher. Existem também mães que não sentem este amor e deixam cravadas mágoas difíceis de cicatrizar no coração dos seus filhos, ainda assim continuam a ser mães e as responsáveis pela nossa vida, algo que nos devemos sentir agradecidos, não é a nossa mãe que tem culpa se o nosso caminho não foi o mais feliz, é claro que o amor que se dá a uma criança pode fazer toda a diferença nas escolhas que um dia farão, no entanto são essas escolhas que nos vão fazer ou não pessoas de bem e o amor e o perdão devem estar sempre presentes no nosso coração.

O dia das mães está a chegar e eu agradeço á mãe que me concebeu e á que me criou a oportunidade de ter nascido e crescido, que os anjos do céu as possam embalar nas suas asas e se um dia forem estrelas que possam iluminar o meu caminho.

Um beijo terno a todas as mães do mundo

Foto e escrita Maria José Pereira (Luna)

segunda-feira, 27 de abril de 2015


Sorvendo a brisa lânguida que me oscula a pele, fito o horizonte, aquela linha prepotente que teima em decidir  até onde posso vislumbrar, mas nego-me  a ser domada controlada no meu olhar ou na minha imaginação, sei que, não é porque não vejo que não existe algo mais, aliás, mesmo dentro do limite do meu horizonte tanto há que coabitando no meu espaço continuo Como cega sem ver o essencial o verdadeiro caminho que me foi traçado á nascença.
Entrei no comboio da vida sem bilhete, sem pedir, sem escolher e travo esta etapa  sem sequer conhecer a paragem em que vou sair, trem que corre a alta velocidade fico a olhar pela janela e vejo que tudo passa, as pessoas, os caminhos, as estradas, passa o tempo ou será que tudo se mantém estático e sou eu que passo pelo tempo, sou eu que tenho o poder de mudar, alterar situações , no meu livre arbítrio continuo presa no comboio  como presa se encontra a minha alma nas grilhetas  na cela sem grades que construi com as minhas vontades  com as escolhas egoicas  em prol da elevação da alma.
Afinal sou só um ser imperfeito, procurando desvendar os porquês mas sem força suficiente para domar as feras que me correm .
 
Maria José Pereira (Luna)