Que perfume inebriante jorrava da clareira, onde os
misteriosos duendes, fadas, ondinas e os gnomos ião depositando no caldeirão da
vida o elixir da eterna felicidade, uma a uma caiam as folhas da paciência, da
bondade, generosidade, humildade, delicadeza, entrega, tolerância, inocência e
sinceridade, conforme se misturavam, como numa dança ritual formavam ondas de
amor, o chilrear dos pássaros, o sussurro do vento por entre as folhas das
arvores, as aguas dos rios cor de prata da lua que se refletia nas cachoeiras
ao longo do caminho, era o deleite da dança sagrada do Universo, os seres da
floresta felizes com a poção magica finalmente adormeceram.
Até que um dia , os homens escondidos no lodo da terra
encontraram o caminho da clareira magica roubaram o caldeirão e misturaram a
ambição, sentimentos mesquinhos, inveja, raiva, muita maldade, e entre gritos
coléricos no negrume da noite devoraram a poção magica, a partir desse dia a
terra ficou cinzenta, as guerras iniciaram-se, os rios secaram, os pássaros deixaram
de cantar o mundo ficou frio e triste.
Mas as fadas continuam com as folhas que sobraram a tentar nova poção
para abençoar os homens e fazer que o amor reine nos seus corações
fotos e post de Luna