Não, não sei escrever poesia,
Isso deixo para os poetas,
Eu simplesmente
Entrelaço palavras
Procurando no abecedário da vida
Penetrar em realidades paralelas,
E então descubro sonhos, sonhados, vividos,
E de repente abrem-se fendas na matéria
De onde palavras sem sentido
Vão saindo, revoluteando,
Entre adágios sem som,
E formam frases sem precisão
Que se vão desvendando, ou talvez não,
Sentindo os acordes de um violino,
Essas palavras rasgadas da mente
Acabam sempre, invariavelmente,
Estilhaçadas numa folha de papel.
Poema e foto Luna










