astrespiramides

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Para ti Anjo Meu




Há palavras que nos embalam
Que nos tocam
Que nos afagam
São como beijos serenos
Que fazem brilhar o olhar
Há palavras
Que tem o dom de cativar
De nos fazer levitar
E descobrir dentro de nós
O que negamos encontrar.

Poema e fotos Luna

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Amigos virtuais




Eu pessoalmente sempre senti que é muito difícil termos um amigo, conhecidos sim, mas amizade verdadeira digo até muitas vezes que é a mais bonita forma de amor pois tudo dá sem nada pedir, então agora vejo-me confrontada com os amigos virtuais, é interessante como se geram afinidades, como nos relacionamos, como por vezes conseguimos abrir o coração e fazer confidencias que se encontram vedadas para pessoas com quem convivemos diariamente, a forma como entramos na casa uns dos outros e vamos criando raízes de tal forma que em alguns casos conseguimos sentir saudades da presença, das palavras, e preocupamo-nos quando não estão ,se estão doentes ,enfim, o que é afinal este tipo de amizade onde não nos olhamos nos olhos, onde não se gera um abraço ( para mim um abraço tem mais força que muitas outras formas de carinho), é só um aparte, não sei explicar, talvez seja uma questão de energia que venha do pensamento e interaja  sem termos de encontrar  respostas deixando só fluir como algo bom e normal, talvez não seja importante procurar na razão e sim deixar entregue ao coração.
Agradeço a cada um de vós neste trajecto da blogosfera todo o carinho, atenção, amizade que me tem dedicado.

Post e fotos Luna

domingo, 25 de novembro de 2012

Palavras



Hoje li um texto  sobre o que escrevemos porque escrevemos  e como o fazemos, onde alguns de nós o fazem por necessidade outros porque gostam da escrita, e os há que simplesmente  despejam palavras  sem qualquer cuidado, fiquei a pensar neste assunto,  não posso falar por ninguém a não ser por mim, já disse algumas vezes que não sou escritora nem poetiza simplesmente deixo as palavras saírem e tento agrupa-las com o sentimento desse momento, a primeira vez que construí um blog em 2005 ,foi digamos para exorcizar os meus fantasmas, escrevia postava e passados uns dias com outro sentimento ia tentar entender o que naquele momento da escrita me tinha movido , aprendi a conhecer-me e  aceitar-me melhor , o tempo passou comecei a entender que as palavras não eram só minhas que outras pessoas as liam ,algumas se identificavam , passei  a  ter mais cuidado  nas palavras utilizadas, acredito que tanto escrita como falada a palavra transporta energia e se esta for negativa  vai fazer mal a quem se identifica com elas, não tenho muitos comentários mas varias visitas tento não deixar que as pessoas sejam poluídas pelo que escrevo ,mas por vezes sinto-me castrada, no entanto certa ou não sinto essa necessidade, pois a única coisa que me toca bem no fundo são os sentimentos em especial dos outros ,não escrevo de forma bonita com palavras intelectuais nem faço nada estruturado, pois  talvez por eu ser simples acredite na simplicidade e que devemos chegar a todos. Calculo que a maior parte dos visitantes não leiam até ao fim uma vez que o texto é grande mas é para isso que existe liberdade, agradeço a todos os que por aqui passam  comentem ou não  no fundo escrevo para mim e para vocês .




desalinho



Nesta solidão matinal
encontro a lassidão dos pensamentos
estou perdida na falésia do esquecimento
como na desordem das palavras
surrealista é a vida
desalinhada no tempo
sem trilhos nem linhas
mais um dia
sem trilho traçado ou desvendado

poema e fotos Luna



sábado, 24 de novembro de 2012

Páginas em branco

 Berlenga


Escrevo sentindo o eco das palavras
A textura de vozes inaudíveis
E caminho contemplando
Páginas em branco
Rescrevendo emoções
Pedaços de vida , pensamentos simples
Feitos de diáfanos sentires
Os sonhos protegem da solidão
A vida flui com o cântico da amizade
E quando tudo é nada
O nada pode transformar-se em tudo

Poema e fotos Luna 


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Rasadas etapas




Agrestes são as memórias
os pensamentos contraditórios
nas viagens indomáveis do Ser.
Rasadas etapas
sem bilhete de ingresso
levada, lavada nas águas do mar
onde a maresia é contraluz
a reflexão que seduz
em pequenos momentos de anelo,
os passos estão vincados
na areia do destino
mas o vento é implacável
limpa tudo o que perde a fé
deixa de ser imagem
e molda novos caminhos

poema e fotos Luna

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

chove dentro de mim



Chove lá fora…
o vento gélido bate na janela do meu quarto
olho as gotículas de chuva
que caem esmagadas no chão
mas ainda assim continuam o seu destino,
estou a beber uma chávena de chocolate quente
tão quente que os neurónios fervem,
não sei se é do chocolate quente ou dos pensamentos…
por vezes gostava de ter um comando
ficar em “pause “,
os pensamentos de nada servem,
são como lixo toxico que inflama a vida,
eu só tenho o comando da vontade
que sem ter vontade deixa de comandar,
escuto passos  apressados
alguém que como eu caminha para lugar nenhum,
ou talvez não, quem sabe vá encontrar
um abrigo, um conforto um abraço de amor,
olho a cama vazia de afectos,
deixa-a estar ela não precisa de mim
e eu também já nem sei do que preciso.

Texto e fotos Luna