terça-feira, 9 de outubro de 2012
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Nazaré
As crianças não deviam de sofrer, não deviam carregar pela
vida traumas de infância por vezes tão dolorosos que o tempo não apaga, por
mais que tente entender que faz parte de uma caminhada ,que pode ser carma de uma
vida anterior,ou tanta coisa que nem vale a pena explanar, pode também não ser
nada, a não ser maldade dos adultos, mas depois penso, que os seres que magoam são
pessoas também elas sofredoras, infelizes, onde a vida foi madrasta e muitos
trazem também mágoas de criança, até que ponto a psique desses seres é saudável,
as crianças crescem tornam-se adultos e não perdoando a vivência passada o seu
mundo fica mais negro, a revolta, a vontade de vingança até onde isso os pode
levar.
Muitas vezes tenho dificuldade de saber o que é certo ou
errado neste contexto, penso que essas pessoas precisão de ajuda, de amparo, de
amor, quem neste momento me está a ler está possivelmente a pensar que eu devo
ser louca ao escrever tamanha barbaridade, pois há coisas terríveis imputadas a crianças
e esses monstros deveriam ser trucidados, e mais, que há situações que só quem
passa por elas pode dar valor, sem entrar em detalhes só digo que sei na pele
do que falo, mas o ódio não nos leva a lugar algum, não sei se algum dia vou
perdoar completamente dentro de mim, mas sei que gosto de me rir, de brincar,
de encontrar a leveza da vida, sonhar, acreditar no dia de amanhã e se escolher
o caminho da mágoa do ressentimento, da amargura da vingança, aí serei muito infeliz.
Hoje é um texto um pouco pesado, mas por vezes precisamos exorcizar
os nossos próprios fantasmas e só quando olhamos para eles olhos nos olhos
podemos por mais algum tempo guarda-los na caixa de papelão no sótão da vida.
domingo, 7 de outubro de 2012
Telas pintadas por mim a tinta de óleo
Não vou deixar que
o Outono entre nas
minhas veias
espere o Inverno
chegar
e gele o meu sangue,
não vou esperar
a geada da madrugada
escondida na palafita
por medo
não…não …não, não vou
deixar,
declaro morte ás
trevas que há em mim
não quero pensamentos destrutivos,
muito menos perder-me
em areias movediças
não, não sou assim,
se a vida é para ser
vivida
de dia não quero
nuvens, só o sol a brilhar em mim,
e na noite vou
encontrar o céu estrelado
numa noite de luar.
Poema de Luna
sábado, 6 de outubro de 2012
Há pouco passei por ti,
senti o brilho dos teus olhos
que já não existe
cravada na parede do silêncio,
a vida que já não é tua,
e na sala das mentiras
depositas frustrações
lanças chamas de impotência
nas certezas que já não possuís,
deambulas pelas estradas infinitas
trocas o teu corpo sem emoção
pelos trocos que te dão
e corres como louco
procurando alimento
que injectas nas veias,
o inferno por instantes vai passar,
até nova ressaca…
fantasias, sonhos que já não tens,
num mundo ilusório
mas…por instantes sentes-te bem.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
PARIS
DUBLIN
Verdade
Mas o que é a verdade se vivemos num mundo dual, talvez por
isso ela seja dúbia, quantas vezes digo algo com um sentido e é interpretado de
outra forma, somos seres individuais com realidades diferentes talvez o equilíbrio
se encontre na aceitação no respeito pela verdade de cada um mesmo que por
caminhos diferentes, dentro do conhecimento de cada ser a sua verdade é irrefutável
mas será mesmo, quem pode ser o detentor da verdade se tudo é dual.
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