astrespiramides

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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Num apelo


 
Caí nas águas de fogo e gelo
Quando me debrucei na incúria
Das palavras que vogavam como linfa da fonte,
Inunda-me a mente com os limos que encontrei,
Num apelo á Deusa dos mares
Pedi a luz ausente na vigília volátil
Dos dias imprecisos, nas dobras dos instantes,
E de mãos vazias, atravessei a presença e a ausência
Na imensidão do silencio musicado do oceano
 
Poema e fotos Luna
 

quinta-feira, 25 de julho de 2013


 
Foi há 37 anos que chegou o meu primeiro amor
Era ainda uma menina, da vida pouco sabia,
Apenas que existia o sofrimento.
Numa noite olhei o céu,
E uma estrela o atravessou
Chegou á terra e entrou no meu ser,
Nove meses passados vi pela primeira vez um anjo.
Podia ter morrido naquele dia
Que tinha descoberto a felicidade
Ser mãe não é fácil, agradar aos filhos é difícil,
Nem sempre o que querem
É o que pensamos ser melhore para eles,
Ás vezes tem razão e não sabemos,
Podemos até nos perder, nos encontrar,
Não saber-mos mostrar o quanto os amamos
Porque as palavras não saem nas horas certas,
Os atos não condizerem com os sentimentos,
Mas viver não é fácil, lutar para sobreviver dói.
Mas uma coisa sei, Amo-te meu filho.
E esse amor é eterno.
 
Post Luna

 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Depois


 

Depois 
Dos nossos olhos se tocarem
Dos sorrisos se unirem
Num beijo selado com amor,
Depois
Das nossas mãos se juntarem
E do abraço forte acontecer
Confundindo os acordes dos dois corações,
Depois
Dos nossos corpos unidos
Na volúpia da paixão,
Foram
As almas que se incorporaram
Nessa viagem errante
Que permanece no tempo,
E não vem de repente,
È o amor que vive nas estrelas
Com dor pode agonizar
De mágoa secar
Mas esse amor jamais vai terminar
 
Poema e fotos Luna

 

 

 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Gaivota


 
Gaivota , ensina-me a voar,
Pássaro de asa ferida
Que te afogas nas turbulentas
Águas do sentir,
Voa de encontro á vida
A felicidade fica lá,
Na terra dos sonhos,
Não os deixes morrer,
Os sonhos como a esperança
Por vezes são tão débeis
Que se mistura a alegria e a tristeza
O sorriso com as lagrimas,
E a fé, por vezes,
O princípio e o fim
No acreditar que se pode voar
 
Poema e fotos Luna
 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

fecho os olhos


 
Fecho os olhos
Para não ver nem sentir
Mas nas trevas as imagens elevam-se
São cascatas de vultos que persistem,
Na resignação da noite magoada
Abro a janela á minha solidão
E olho a noite estrelada,
Vejo a lua que treme de tristeza
Estendo as mãos com um cobertor de saudade
E embrulho-a de encontro ao meu coração
Até ao amanhecer da luz orvalhada
Nesse momento entrego-a ao firmamento
Derramando uma breve lagrima
Sentindo o nó na garganta
Das palavras caladas sem sentido.
 
 
Poema e fotos Luna
 

domingo, 14 de julho de 2013

Meu Mar


 
 
Meu mar,
Minha vida,
Amar-te-ei
Para alem do tempo,  
Dos sentidos
És a minha estrela guia
E o tempo não mudara
O que vive tatuado no meu ser
 
Poema e fotos Luna
 

sábado, 13 de julho de 2013

Intervalos


 
Não se fazem intervalos nos sonhos
Tão pouco na vida quando há certezas,
Os espaços  geram a secura da alma
E para onde se olhe a tristeza esta presente,
Não se fazem intervalos no amor
O coração não conhece essa palavra
É a mente que escolhe e distorce
O que o que o espirito pôs no caminho,
Quando os intervalos acontecem
Como as arvores decepadas e secas
A vida perde o colorido
E a alma deixa de viver
 
Poema e fotos Luna

sexta-feira, 12 de julho de 2013

As rosas tambem choram


 
As rosas também choram
Quando os espinhos penetram no coração
 E finalmente quando as pétalas floriam
A dor dilacera a seiva da vida.
A vitrina mostra os reflexos…
Mas o que é verdade
O que olhamos e acreditamos,
O que sentimos e querem amordaçar
Os complexos das folhas caídas
Pela perda da terra numa ceara vazia,
E as rosas só precisam de amor para florir
Da terra regada com carinho.
Porque na vida das rosas há muitos espinhos
E as rosas também choram…
 
Fotos e Poema-Luna
 

terça-feira, 9 de julho de 2013

Na vida tudo passa


 
 
Na vida tudo passa,
Mesmo quando a dor chega
Os horizontes se encontram encobertos
É como a roda da vida
Nada é para sempre
E um dia
Mesmo na escuridão
As estrelas cintilam lá no alto
E a lua cheia aparece no céu
Até que novo dia nasce
E o sol volta a brilhar
 Fotos e Poema Luna

segunda-feira, 8 de julho de 2013

sinto

 
 
Sinto a descrença da vida
Na angusta estigmatizada de palavras soltas,
Fragâncias de medos,
Sentimentos retalhados
Na arvore sefirotica do tempo
Sigo a lenda da alma
E me perco nos caminhos da escuridão
 
Poema e foto Luna

domingo, 7 de julho de 2013

Se...

 
Se juntos partilharmos dificuldades




Aprendermos a atravessar pontes

 
(Nazaré)
Se abrirmos as asas e como a pomba que não
tem medo do abismo e voar


 
Podemos esculpir um coração de amor onde por vezes
a pedra do sofrimento reside


  (Lagoa de Pataias)

E no lago tranquilo da existência


(Monsaraz)
Deixar florir o jardim existencial do ser
 
Post e fotos Luna

 

sábado, 6 de julho de 2013

amor e pensamento

 LAGOA DE PATAIAS



Será o amor produto do pensamento? O amor encontra-se no campo do tempo? O amor é prazer? O amor é algo que possa ser cultivado, praticado, construído pelo pensamento? O amor é prazer sexual ou de alguma outra espécie? A nossa mente procura prazer o tempo inteiro, a mente regista e deseja ver os momentos de prazer repetidos mas será isso amor?

Krishnamurti


O verdadeiro amor penso que não nasce do pensamento uma vez que o pensamento é desordem no pensamento está a cobiça, o medo a ambição, a bajulação o orgulho o ciúme e tantas outras mais situações na sua maioria imperfeições, precisamos de perceber esse amor no convívio nos relacionamentos com o outro uma vez que a vida é feita de relacionamentos, desde o trabalho a família amigos e homem mulher ou em seres do mesmo sexo, quando existe amor, não vivemos no passado a pensar o tipo de sentimentos que essa pessoa deixa em nós sejam boas ou menos boas, não cobramos, penso que deveríamos aprender com as crianças e em especial os cães que nos dão o seu amor incondicional, isto porque vivem o momento presente eles tudo nos dão sem nada pedir, o amor é ordem, dadiva, quando nos magoamos uns aos outros quando cobramos, quando a entrega é feita de reticencias não é amor, na maior parte das vezes agrupamo-nos com pessoas que comungam os mesmos ideais e vamos vivendo no que chamamos amizade, companheirismo, paixão, mas amor só quando encontrarmos a liberdade dentro de nós a liberdade interna que descobre a tranquilidade e leva á ordem podemos dar a qualquer pessoa amor uma vez que ele se dá sem nada pedir é entrega total.
Fotos e post Luna

quinta-feira, 4 de julho de 2013

no começo da rua

 
 
No começo da rua
Na rua encoberta,
Grafita a caridade ingrata
Entre becos e esquinas,
São passos cansados, calados,
Na encruzilhada amorfa do destino,
Mulheres, homens…
De caras pintadas, salto alto,
Vendem a alma, o corpo já perderam,
E perderam os sonhos,
E deambulando na penumbra
Escorregadia da mente
Trocam as notas com os parceiros de rua
Pelo líquido injetável
Que lhes dá felicidade momentânea,
Mas logo vão chegar novamente
Os labirintos que encurralam  
E amordaçam quem já vive sem viver
 
Fotos e poema Luna
 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Passam e ficam


 
As horas passam, os dias passam,
E passam os meses, talvez os anos,
E ficam as frases, as palavras, os momentos,
As redes com seus odores,
E ficam as noites, os dias, impregnados de ti,
E param as melodias o som a canção
Rasga o fogo da razão,
Numa gaivota que voa procurando por ti,
Param os sentimentos convertidos em pensamentos
E fica a melodia da recordação
Um mar parado de nostalgia
Na partitura inacabada dum dueto de amor
 
Fotos e poema Luna
 
 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

sombras e reflexos


 
Sinto a fadiga da sombra
Que me acompanha e me segue,
Reflexo de mim,
Como um verme grotesco
Que se arrasta no lodo da terra,
Olho o passado
E ela sempre me acompanhou
Nos pesadelos macabros
Que sustentam a vida,
Mas célere é o meu pensamento
Que transita pelo futuro
Nas turvas águas de incertezas e desilusões,
Olho a minha sombra presente, presente em mim,
E numa ultima despedida
Deixo-a partir como folha sinistra, traiçoeira,
E o meu corpo fica estagnado, gélido,
Nessa ultima despedida
A sombra partiu, mas a sombra ficou
 Poema e fotos Luna